05 coisas que eu queria que alguém tivesse me contado antes da minha viagem para Mendoza

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Mendoza, na Argentina, é um daqueles destinos que surpreendem quem vai pela primeira vez. Conhecida mundialmente pela produção de vinhos, a região vai muito além disso — seja pela paisagem aos pés da Cordilheira dos Andes, pela boa gastronomia ou pelas possibilidades de uma viagem equilibrada, com tempo para viver, descobrir e saborear.

Algumas coisas, no entanto, eu só descobri quando cheguei lá — e é por isso que reuni aqui 5 dicas que teriam feito toda a diferença na minha experiência. Se você está planejando sua viagem para Mendoza, vale a leitura.


1. Moeda e formas de pagamento: o que é importante saber

A moeda oficial da Argentina é o peso argentino, mas em Mendoza (como em muitas outras cidades turísticas do país), o uso do dólar em espécie é amplamente aceito — principalmente em vinícolas de alto padrão, hotéis e restaurantes mais estruturados.

Além disso, a Western Union é uma opção muito usada por viajantes: você faz a transferência online e retira o valor em pesos na agência local, com uma cotação geralmente mais vantajosa do que o câmbio oficial.

Cartões de crédito e débito — incluindo cartões internacionais ou “globais” como Wise, Nomad e afins — também funcionam bem por lá. A principal dica aqui é: não leve reais para trocar. A conversão é ruim, e Mendoza é uma cidade menor, onde essa moeda não circula com facilidade.

Em resumo:

  • 💵 Leve dólares em espécie para facilitar pagamentos diretos;
  • 📲 Considere usar Western Union se quiser trocar por pesos com boa taxa;
  • 💳 Use cartão onde fizer sentido, especialmente para reservas antecipadas.

O melhor caminho depende do seu perfil, do tipo de viagem que quer fazer e do nível de praticidade que deseja.


2. Mendoza é muito mais do que vinho — e isso é ótimo

Sim, os vinhos são incríveis e merecem espaço no seu roteiro. Mas reduzir Mendoza a “cidade das vinícolas” seria um erro. Há muito mais para viver por lá.

Por exemplo, a cidade tem uma vida cultural ativa, feiras de rua e restaurantes autorais. O Parque General San Martín, com seu lago e mirante, é ótimo para uma manhã tranquila. Para quem curte natureza, há opções de trilhas leves, passeios de bike entre os vinhedos e até experiências mais intensas, como rafting e escalada nas proximidades da Cordilheira.

Além disso, muitos viajantes combinam Mendoza com experiências como:

  • 🏔️ Alta Montanha, com direito a ver o Aconcágua de perto;
  • 🧖‍♀️ Termas de Cacheuta, um spa com águas termais em meio às montanhas;
  • 🥾 Passeios pelas pequenas vilas vinícolas, onde o tempo passa mais devagar.

Ou seja: mesmo que você vá pelos vinhos, permita-se sair da rota tradicional. Mendoza é múltipla.


3. Menos pressa, mais presença — e uma boa logística

Uma coisa que pouca gente conta é que as vinícolas não ficam tão próximas umas das outras, especialmente se você quiser explorar mais de uma região produtora. Por isso, organizar seu roteiro com base na localização das hospedagens faz toda a diferença.

Ao dividir a estadia entre o centro de Mendoza e áreas como Luján de Cuyo ou Valle de Uco, você reduz tempo em deslocamentos, descobre novos restaurantes e vive a viagem com mais variedade. Além disso, os próprios hotéis em regiões vinícolas muitas vezes oferecem experiências exclusivas para os hóspedes.

Outra dica valiosa: não tente encaixar muitas visitas num único dia. Os almoços são longos, os trajetos levam tempo e o ideal é curtir cada lugar com calma. Duas vinícolas por dia — uma para tour, outra para almoço — é um bom número.


4. Quando ir — e por que o inverno também vale a pena

A maioria das pessoas escolhe viajar para Mendoza na primavera ou no outono, e com razão: as temperaturas são amenas, o visual dos vinhedos é lindo e a cidade está cheia de vida. Mas se você só pode ir no inverno, vá sem medo.

Mesmo nos meses mais frios, tudo continua funcionando normalmente: vinícolas, passeios, restaurantes e experiências. Mendoza é uma cidade seca — quase nunca chove — e, embora as temperaturas caiam, não costuma nevar no centro da cidade, o que facilita os deslocamentos.

No verão, o calor pode ser mais intenso, mas ainda assim é uma ótima época para quem quer ver os vinhedos verdes e participar das festas da colheita (vendimia).

Em resumo:

  • ❄️ Inverno: paisagens nítidas, céu azul e boa estrutura funcionando;
  • 🍂 Outono: clima perfeito, folhas alaranjadas e atmosfera romântica;
  • 🌺 Primavera: flores, vinhos leves e boas temperaturas;
  • ☀️ Verão: vinhedos cheios, mais movimento, dias longos.

5. Antecipar reservas é essencial — especialmente nas vinícolas renomadas

Essa dica vale ouro: não deixe para decidir em cima da hora quais vinícolas visitar. Muitas delas — especialmente as mais conhecidas, como Catena Zapata, El Enemigo, Salentein, Zuccardi e The Vines — trabalham apenas com agendamento antecipado e têm vagas limitadas por dia.

O ideal é começar a montar seu roteiro com 1 a 2 meses de antecedência, pensando no ritmo de cada dia e equilibrando experiências. Além das visitas e degustações, muitas vinícolas oferecem almoços completos, harmonizados, que por si só já são um programa delicioso e demorado.

Quanto antes você reservar, mais opções terá — e maior será a chance de montar uma viagem coerente com o que você busca.


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✍️ Sobre quem escreve — Fabi Thiemi

Este post foi escrito por Fabi Thiemi, curiosa, aventureira e profundamente dedicada ao que faz. Para ela, viajar é descoberta, transformação, conexão — e também celebração do que importa.
Na Elo de Viagem, Fabi está na linha de frente do atendimento: ela escuta, aprofunda, entende o que é essencial para cada cliente e traduz tudo isso em um projeto de viagem estratégico e equilibrado — com logística inteligente e decisões bem sustentadas. Sua curadoria é criteriosa: uma análise cuidadosa de fornecedores e serviços para apresentar, com segurança, qualidade real.
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💼 LinkedIn: Fabiana Thiemi Kawabata

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